
Sobre mim
Olá, meu nome é Gustavo, sou médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina do ABC, onde também concluí minha residência em Psiquiatria. Durante a especialização, tive a oportunidade de atuar em diversas áreas da saúde mental, incluindo pronto-socorro psiquiátrico, enfermaria, CAPS e ambulatórios especializados. Essa vivência me proporcionou experiência no manejo de quadros como dependência química, transtornos de humor, transtornos de personalidade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre outros.
Atuei como médico voluntário por um ano no PROAD (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), vinculado ao Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, com foco no tratamento da dependência química sob a perspectiva da redução de danos.
Atualmente sou preceptor no ambulatório de Transtornos de Impulso na Faculdade de Medicina da UNINOVE Campus Vergueiro.
Além da formação médica, sou especializado em Terapia Cognitivo-Comportamental, com curso realizado pelo CETCC (Centro de Estudos em Terapia Cognitivo-Comportamental).
Realizo atendimentos particulares para pacientes adultos de forma online ou presencial na região da Vila Mariana.
Serviços em Psiquiatria
Conheça as áreas de atuação do Dr. Gustavo Valenzuela no cuidado à saúde mental

Perguntas Frequentes
Veja algumas das dúvidas mais frequentes que recebemos
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Como funciona a primeira consulta com o psiquiatra?
Na primeira consulta, é realizada uma avaliação completa, incluindo histórico de saúde, sintomas e necessidades do paciente. A partir disso, é definido o plano de tratamento mais adequado.
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O atendimento é apenas presencial ou também online?
O Dr. Gustavo atende tanto de forma presencial em consultório quanto por telemedicina, de acordo com a preferência e necessidade do paciente.
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Preciso levar algum exame para a consulta?
Não é obrigatório, mas se você já tiver exames ou relatórios médicos anteriores, pode levar ou enviar previamente para auxiliar na avaliação.
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O tratamento psiquiátrico envolve sempre o uso de medicamentos?
Não necessariamente. O tratamento pode incluir psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, quando indicado, o uso de medicamentos, sempre avaliados de forma individualizada.
Transtorno Ansioso
Os transtornos de ansiedade constituem um grupo de condições psiquiátricas caracterizadas por medo e ansiedade excessivos, persistentes e desproporcionais ao contexto, associados a alterações comportamentais e sintomas físicos que causam prejuízo funcional significativo. Embora a ansiedade seja uma resposta fisiológica e adaptativa diante de situações de ameaça, nos transtornos ansiosos essa resposta torna-se exagerada, frequente e incapacitante, interferindo no funcionamento social, ocupacional e interpessoal do indivíduo.
Os critérios diagnósticos variam de acordo com o subtipo do transtorno ansioso, conforme descrito no DSM-5. No Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), por exemplo, observa-se preocupação excessiva e de difícil controle, presente na maior parte dos dias por pelo menos seis meses, envolvendo diferentes áreas da vida, como trabalho, saúde, finanças e relações interpessoais. Essa preocupação é acompanhada por pelo menos três dos seguintes sintomas: inquietação ou sensação de estar "com os nervos à flor da pele", fatigabilidade, dificuldade de concentração ou sensação de "branco" na mente, irritabilidade, tensão muscular e alterações do sono.
A etiologia dos transtornos ansiosos é multifatorial, envolvendo interação entre predisposição genética, alterações neurobiológicas, fatores psicológicos e influências ambientais. Entre os fatores ambientais, destacam-se os gatilhos estressores, que frequentemente desempenham papel importante tanto no desencadeamento quanto na exacerbação dos sintomas ansiosos. Situações como conflitos familiares, perdas afetivas, dificuldades financeiras, sobrecarga ocupacional, problemas de saúde, mudanças significativas de vida, exposição a eventos traumáticos ou períodos prolongados de estresse podem precipitar ou agravar o quadro clínico, especialmente em indivíduos com maior vulnerabilidade biológica ou psicológica.
É importante destacar que, embora o início dos sintomas possa coincidir temporalmente com eventos estressantes, a intensidade, duração e repercussão funcional observadas nos transtornos ansiosos ultrapassam a resposta emocional esperada diante dessas situações. Dessa forma, os estressores atuam como fatores precipitantes ou perpetuadores, mas não constituem, isoladamente, a causa do transtorno.
Durante o tratamento, o objetivo envolve preservar a funcionalidade e manter bom foco sob as relações interpessoais, com uma escolha individualizada sobre perfil farmacológico e possíveis mudanças sob o estilo de vida.
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